Bem Vindo

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Rumo a Afuá – Promoção Saúde & Vida

Depois de uma viagem emocionante, (conto no próximo informativo), encontramos com a equipe de Saúde na Base Afuá. Agora sim o projeto Saúde e Vida estava completo. Havia viajado com a equipe de evangelismo, e o projeto saúde e vida é a junção dessas duas equipes.
IMG_0004A da saúde demonstrando do amor de  Cristo por meio de voluntários, médicos, dentistas, enfermeiros, massoterapeutas, cabeleireiros, psicólogos, enfim, voluntários de diversas categorias profissionais, dispostos a ofertarem parte de suas férias ou folgas, para servirem aos ribeirinhos.
E a vida levada em alto e bom som pela proclamação das boas novas pelos evangelistas, pastores e missionários.
Foram diversos os atendimentos feito pela enfermeira presente e os massoterapeutas, na parte da manhã. IMG_0008-1
Na parte da tarde louvamos ao Senhor especialmente pelo dia da Bíblia Ofertando algumas para pessoas que não a possuíam. Inclusive  duas a prova d´água.  Para nós ribeirinhos, um diferencial.
Mas tarde escutamos de uma mãe que a filha chegou em casa chorando de tão alegre por ter ganho uma bíblia. Uma menina com não mais que 12 anos e que já valoriza a Palavra.
IMG_0002O projeto Saúde e Vida, necessita principalmente de seu voluntariado para que possa prosseguir. Por isso peço que considere a possibilidade de doar uma parte de suas férias ou feriado prolongado para servir entre os ribeirinhos. Caso tenha essa possibilidade escreva para meapap@meap.org.br e receba as informações para montar a equipe de sua igreja. Enquanto isso, ore para que Deus envie mais e mais voluntários como demonstração de seu amor as comunidades ribeirinhas do baixo amazonas. 
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Rumo a Afuá–Projeto Navegando

Afuá comunidades 2Os voluntários seguem em comunhão no barco Koynonya I, ávidos para demonstrarem o amor de Cristo através de suas ações e da pregação da palavra. São evangelistas, médicos, dentistas, intercessores, psicólogos, aconselhadores, enfermeiros, pastores, engenheiros, recreadores, apicultores, missionários, pessoas capacitadas por Deus de diversas maneiras e de tantos lugares do Brasil, desejosos de verem o povo ribeirinho participando do Reino de Deus, aqui no baixo amazonas.

DSC_0116A essa ação de levar os diversos profissionais voluntários às ilhas que não contam com a presença do evangelho, chamamos de Projeto Navegando.

Não existe outra forma de chegarmos às comunidades carentes do evangelho não sendo através dessas embarcações, são dois barcos, que foram consagrados para a obra missionária e são usados exclusivamente para esse fim, o Koynonya I e o Koynonya II.

SAM_1289Em verdade, os barcos são os nossos pés, sem eles, ficamos imóveis, sem ter como ir adiante.

Por isso peço que orem especificamente para que Deus envie mantenedores para o PROJETO NAVEGANDO, para que possamos ir a lugares ainda não alcançados.


O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Rumo a Afuá - Doce Lar

Queridos irmãos, no dia 29/11 estarei embarcando rumo a Afuá.
A expectativa deste primeiro contato mais prolongado (ficarei lá por 21 dias), é levarmos boas novas as 50 famílias que tiveram crianças selecionadas para participarem do projeto Doce Lar.
O Projeto Doce Lar visa o cuidado integral de crianças carentes em situação de risco.
Por meio do Doce Lar essas  crianças receberão ensino cristão; reforço escolar e alimentar.
Esperamos em Cristo, Jesus, não só impactar essas 50 crianças com o Evangelho, mas através delas seus familiares e toda a comunidade de Afuá e do entorno.
O Doce Lar é mantido por ofertas voluntárias no esquema de apadrinhamento. Onde um mantenedor se compromete com a manutenção de uma criança pelo período mínimo de um ano.
O valor proposto para o apadrinhamento é de R$ 60,00 mensais, já temos 13 crianças apadrinhadas. Confiamos que Deus enviará as 37 pessoas restantes que possam nos auxiliar a oferecer a essas crianças o socorro imediato de alimentação, instrução, ações pró-saúde, e a esperança de um futuro melhor com base no Evangelho de Cristo.
Peço que os irmãos orem, para que muitas dessas pessoas estejam nas igrejas as quais estaremos visitando durante o mês de novembro compartilhando desse sonho.
Outro motivo de oração é por nossas passagens aéreas,  pois ainda não temos os valores necessários para as passagens, porém tenho dito com convicção que estaremos viajando em definitivo para o Afuá no dia 28/02/2012. Cremos que o PAI enviará os irmãos que nos auxiliarão nesse aspecto. Crendo nisso já marcamos a data do inicio dos trabalhos do Doce Lar, confiantes que estaremos lá, participando da evangelização dos povos ribeirinhos do baixo amazonas. Por favor, orem por isso.
Contamos que você está conosco nesta embarcação.

sábado, 15 de outubro de 2011

Inaugurado Centro de Vida

Somos Gratos a DEUS pelas respostas às orações. Temos muito que comemorar! A inauguração da Base Avançada Afuá? Marajó – Centro de Vida. No Arquipélago de Marajó/Pará foi notório para toda a região da Foz do Rio Amazonas. A manifestação da Graça e Glória de Deus.
O SENHOR mais uma vez nos surpreendeu, Aleluias! Muito mais do que com “PRÉDIOS” nos alegramos com as vidas que foram salvas.
(TESTEMUNHO).
No dia anterior a inauguração ainda tinha muito que se fazer, mas logo cedo chamei o responsável pela execução da obra e o convidei a uma sala para conversarmos.
Logo de início ele disse: “Preciso mesmo conversar, estou para ter um enfarto...” Terminamos a conversa com (Mateus 11: 28 – 30). Onde o fardo LEVE e SUAVE de JESUS CRISTO substituiu o FARDO PESADO do pecado e da ansiedade do coração daquele homem confessando JESUS COMO SEU SENHOR E SALVADOR, AMÉM!
(...) Dia 10 visitamos o Furo dos Pagãos e o Evangelho mais uma vez fez TODA DIEFERENÇA.
DEUS realizou o milagre de salvar um casal (Leopoldo e Elci). (...).
Não faltaram também embates. Relatando brevemente um deles...
D. Leonor (...) junto com seu esposo Sr. Marcos trabalharam muito. Pareciam dois jovens, apesar de seus quase 80 anos! Após a inauguração entramos no barco, já tudo escuro, maré baixa. Atracamos em outra embarcação para descemos. Até então tudo tranqüilo...
Passamos por cima de um barco, subimos em outro e D. Leonor com muita firmeza e agilidade subiu numa tábua de acesso até o trapiche. Quase chegando ao topo a tábua escorrega. Não dá tempo para gritar espere ou socorrer. Com a mesma velocidade em que D. Leonor despenca no escuro, podendo se arrebentar em tábuas e até morrer afogada caindo e sendo arrastada pela maré para baixo da embarcação.
Um braço firme e ágil, como que um anjo a coloca sentada no trapiche, sendo apoiada por outra pessoa da equipe que estava próxima. Foi tudo tão rápido que Sr. Marcos não percebeu o ocorrido, que lhe foi relatado minutos depois.
Louvamos a Deus por SEU LIVRAMENTO, neste, episódio os anjos tem nome; Reginaldo e Elísio. (...).
PAI ETERNO, mais uma vez obrigado pelo teu “cuidado”e. (acrescente o que Deus tem feito em sua vida)!
Continuaremos fazendo viagens semanais para Afuá até o término desta obra em 30/outubro.
Orem também pelas diversas viagens. Obrigado por estarem ao nosso lado  através  das orações e do seu amor!
(...)
No amor de Cristo
Custódio, Vânia, Calebe, Silas e Naara

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

MARCO C

Algumas cidades têm “marcos” dos quais se orgulham. E, quando esses marcos são linhas imaginárias, eles são indicados em grandes placas: “por aqui passa o Trópico de Capricórnio”.
Por Macapá passa a linha do Equador. MarcozeroO Marco Zero (Foto ao lado). Então, pode acontecer de que em algum momento não estejamos nem à direita, nem à esquerda, mas sim, em cima da linha do Equador. E, engana-se a canção, pois há pecado tanto acima, quanto abaixo e em cima.
“Marcos” são importantes, tanto para cidades, quanto para pessoas. Falamos de fatos marcantes. O mundo tem o tempo delimitado pelo “marco” universal, Cristo. Independente da crença ou não nEle o mundo data tudo que acontece com a.C ou d.C, ou seja, antes ou depois de Cristo.
Após 25 anos de ministério da MEAP, Deus nos tem dado discernimento em vermos o a.C e o d.C tanto em nossas vidas, como na vida de pessoas e em comunidades inteiras com as quais compartilhamos o Evangelho, e que foram impactadas por José Júlio Leoplodo Rui ManoelCristo. Em algumas comunidades poderíamos ter o “marco E”. (Evangelium – Boas Novas). Não é assim contigo? Não há um antes e depois de receber as Boas Novas. Um a.C e um d.C pessoal?
Esperamos que assim aconteça em Afuá e cercanias. Transformações pelo poder do Evangelho.
Entendo que esta é uma boa hora para orarmos pedindo a Deus que manifeste seu poder, graça e, misericórdia sobre os ribeirinhos e aqueles que são e serão instrumentos de sua evangelização.
1Quem sabe, após algum tempo possamos olhar atrás e dizer que fizemos parte do Ide e pregai o Evangelho aos ribeirinhos. E, isto somente por que pela graça e misericórdia dEle, fomos chamados (eu e você) a interceder, ir e contribuir de alguma forma.
Obrigado
O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Nossa bússola Aponta o Céu





A bússola sempre aponta o norte. Junto com ela costumamos usar um mapa. Juntos, bússola e mapa são capazes de nos levar onde queremos chegar. Penso que o ribeirinho, criado nessas águas, deva ter o mapa mental de cada igarapé, braço de mar, e rio da região. Provavelmente não necessitam de uma bússola. Sabem de onde vem e onde querem chegar.  Eu, pelo contrário, não sei a direção de puxar a corda que impulsiona o motor. Preciso aprender.


Contudo é certo, um mapa errado, só nos leva ao lugar errado. Por que digo isso? Entendo que a Bíblia é minha bússola, e Cristo o meu norte. E, é isso que desejo compartilhar. Gostaria de trocar os mapas ribeirinhos pelo mapa que trago. Mas, quem se arriscaria a trocar um mapa que “aparentemente” está dando certo, por um que não conhece.

Quantos de nós, antes de conhecer a Cristo, navegávamos por onde queríamos preenchendo as nossas vidas com coisas vazias, e, se alguém apontasse a Cristo como norte, dávamos de ombros. Quantas vezes foram necessárias que o evangelho estivesse a nossa frente, até que as escamas caíssem de nossos olhos.

Os barcos estão na água, indo e vindo. Mas, há um barco, o Koynonia (Clique e Veja), que buscando comunhão, almeja trocar essas bússolas e mapas, que permitem ao ribeirinho navegar somente em volta da ilha, pela bússola e mapa que os permitam navegar em direção a Ele, Cristo, e com Ele a vida eterna. Ore por isso. Navegue conosco.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Você já foi a Veneza? Não! Então vá.


 Vá a Afuá. A Veneza Marajoara, ou Veneza amazonense, como ela gosta de ser conhecida. Esse titulo é orgulho da cidade, que é envolta por grandes afluentes do amazonas. A cidade, constituida basicamente por palafitas, é inundada pelas aguas no período das chuvas. Na verdade o mesmo ocorre na estiagem, pelo movimento das marés que inundam as várzeas.
Outro orgulho da cidade são as suas bicicletas. Lá não há veiculos motorizados. Por isso ao pegar um taxi é bom está em forma, pois ajudará a pedalar (Clique e Veja).
E, nem pense em utilizar a bici-ambulância, apesar que uma "sirene vocal" possa  ser menos agressiva do que as outras, nas grandes cidades.
Contudo, um bom motivo para você ir a Afuá, não é ver as bicicletas, visitar a Veneza Brasileira, ou ver as palafitas,
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e sim para testemunhar de Deus e glorificá-lo pelas coisas que ele está fazendo lá.
Em 30 de setembro, com a inauguração do Centro de Vida em Afuá, A MEAP passa a ter uma base local para dar continuidade à  evangelização das comunidades ribeirinhas do baixo amazônia.





Esperamos que você esteja conosco em algum momento, nesta celebração à Vida em Afuá. Quem sabe possamos, juntos, ser parte da candeia que ilumina o caminho dos ribeirinhos que navegam rumo à eternidade.


O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Estivemos em Afuá

image444Você já cantou aquela cantiga de roda que diz: "Fui ao tororó beber água e não achei...", pois bem, quem vai a Afuá, acha água. E como não achar? Afuá é uma ilha no extremo do Pará, pertencente ao arquipélago do Marajó, bem próximo à Foz do Amazônia. Daí, ter a certeza de que água, por lá, é o que não falta.
O Afuaense, pareceu, aos meus olhos, o sujeito caboclo, descendente indígena, pele tom de açaí, que é o fruto da terra, principal fonte de alimento. Come-se açaí com farinha, açaí com peixe, açaí com camarão, açaí com açúcar, açaí com pão, bem se come açaí em tempo e fora de tempo.
clip_image002Perguntei o que quer dizer Afuá, aliás, qual a origem do nome. Seu Zé Agostinho me contou a seguinte história. Conta-se, que certo marreteiro, que andava por essas bandas, certa noite parou para descansar a beira do rio, e acordou de madrugada com um boto saindo da água, e quando um boto sai da água o boto bufa, "afuá!", então ele resolveu chamar o lugar de Afuá. Assim muitos dizem que quem batizou a ilha foi o boto, "afuá!". Bem, assim me contou seu Zé Agostinho, quem quiser que conte outra. Mas, que eu ouvi, eu ouvi lá em Afuá.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Saúde Quilombola

Coisa que gosto, quando estou no quilombo, é olhar para cima à noite e ver que as estrelas estão todas ali, no mesmo local que Deus colocou desde a fundação do tempo. O tempo que estamos no quilombo, parece-me o século passado, e talvez vá além. As lamparinas acesas o fogão a lenha a nos esquentar, a cozinha é o local onde prefiro pendurar minha rede. Pergunto como eles puderam viver isolados por tanto tempo, longe de todos os benefícios do tempo atual.
Tempos atrás as matas forneciam todos os medicamentos necessários, mas agora, em tempos modernos, e o isolamento nem tão grande assim, já há algumas estradas, trouxeram a dependência do remédio de farmácia, os jovens já não reconhecem na mata a farmacopéia necessária para a cura de diversos males menores. Conversando com as pessoas, muitas conheciam remédios caseiros para a gripe, infecções e dores de barriga. Porém, quando estavam doentes, reclamavam de febre e dores no corpo e não tomavam os seus próprios medicamentos.
Dona Procópia do Riachão explica: “Depois que começaram a ir no doutor [na cidade] ninguém confia mais nos remédios daqui. Ninguém sabe mais como cortar raiz de pau. Antigamente assim, quando menino tava doente eu ia pra roça atrás de planta assim e fazia aquele mexido com planta assim e ficava todo mundo bom. Hoje dá até medo de dar chá pros meninos.”
Esta desvalorização de sua cultura antiga, espelhando-se na cultura das cidades vizinhas e achando que esta é melhor do que a sua própria é um fato real e alarmante em vários pontos. Ao invés de cultivarem certos aspectos benéficos de sua cultura, os kalungas querem viver como as pessoas da cidade, deixando para trás tudo que tenha a ver com o seu passado de repressão e discriminação.
Enquanto isso as condições de higiene ou o conhecimento de higiene permanece nos tempos antigos. O arroz é pilado, a água, sem tratamento é tirada de rios e guardada em baldes ou botijões, poucas vezes filtro e se filtro, sabe-se lá as condições da vela, o gosto do cloro na água não foi assimilado pelas crianças, os poucos pontos de água encanada é a mesma água in natura do rio, a vantagem é não ter que caminhar légua com o botijão na cabeça, trabalho em geral devido às mulheres.
Pensamos, muitas vezes que precisamos ter acesso rápido ao médico, mas, sabemos que a medicina curativa é muito mais cara que a preventiva, sendo assim, nos grandes centros, vamos aprendendo quase que naturalmente a preventiva, sendo que aqui, a preventiva muitas vezes, e na maioria das vezes, parte de pequenas mudanças de hábitos que podem ser encaradas como mudanças culturais e/ou comportamentais, e que por isso são muito difíceis de serem implantadas. Todos sabemos como é bom consumirmos uma água saudável e de boa qualidade, e quanto protegidos de diversas doenças e males por termos este saudável hábito, mas como infundir isso no quilombola, como incutir que a adição de uma pequena dose de cloro a água, fará muito mais do que alterar o sabor da água, matará diversos “inimigos invisíveis” capazes de causar diversas doenças e males.
Ano passado, após a visita presidencial uma força tarefa do exército e diversos órgãos estaduais, federais e Ongs, estiveram em alguns pontos do quilombo fazendo diversos exames médicos, e se foram, eles, os medicamentos que foram dados, e os conhecimentos. Tem sido assim tratada a saúde do quilombola, os órgãos vêem, sejam quais forem, fazem exames, distribuem medicamentos e se vão, a famosa medicina “paliativa”. Ficamos felizes quando eles vêem, mas creio, eu particularmente, que mais poderia ser feito. Principalmente porque, por incrível que pareça, as pessoas voltam a adoecer.
Há uma missão que fez mais, que apesar de ter ido, permanece. E como falam dela com saudade. É a Asas de Socorro, que além de vir, trazer os médicos, fazer os exames, e dar os medicamentos, treinaram diversos quilombolas de Cavalcante, Vão do Moleque, e Monte alegre, Tinguizal, como agentes de saúde, alguns deles aproveitados, os de Cavalcante. Mas o conhecimento que lhes foi dado, não se acabará. Inclusive, conta-me o quilombola Osaldo que já usou seus conhecimentos, infelizmente, por duas vezes para socorrer duas de suas meninas. Digo infelizmente por ter sido obrigado a usá-los, e felizmente por tê-los para usar.
É triste saber que o que na cidade é uma simples gripe, aqui é um atalho da pneumonia. E não é somente a falta de médicos, meio de transporte para se chegar a cidade, falta de medicamentos, alimentação pobre que mata, e sim a falta de informação.
A quantidade de agentes de saúde na região quilombola são ínfimos.
Não basta ter conhecimentos, e sim aplicá-los e transferi-los. Temos esta esperança. Que se pense menos na cara medicina curativa e paliativa e se aplique a medicina preventiva que não pare nos agentes, mas que se transfira à população. Afinal, quem melhor do que você próprio para cuidar da sua saúde. Ou como diria minha avó, quem usa o sapato é quem sabe onde lhe aperta o calo.
Natan Dias.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Quilombolas

Quando falamos em quilombo em geral retornamos ao tempo da escravatura e temos por definição a imagem de escravos que fugiam e se escondiam nas matas, num lugar de difícil acesso para os caçadores que iam a sua busca. A palavra “quilombo” é originária da cultura banto, (kilombo, aportuguesado quilombo), de língua umbundu/quibundo e significa: lugar cercado e fortificado, arraial ou acampamento, e poderíamos acrescentar lugar isolado, refúgio de negros.
O conceito mais atual e muito utilizado para definir o que vem a ser remanescentes de quilombo é a definição da ABA (Associação Brasileira de Antropologia) surgida em 1994, que diz ser quilombo: “Toda comunidade negra rural que agrupe descendentes de escravos vivendo da cultura de subsistência e onde as manifestações culturais têm forte vínculo com o passado.”
Pois bem, esta introdução é apenas para dizer que aqui neste cantinho estaremos discorrendo principalmente sobre a comunidade quilombola Kalunga, localizada no nordeste goiano, a maior área de remanescentes de quilombos do Brasil, ocupando uma área de 253.191,72 hectares englobando os municípios de Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre de Goiás.
Em março de 2004 a cidade de Cavalcante foi palco do lançamento por parte do Presidente Lula, do programa Brasil Quilombola, que se propõe a um “conjunto de ações que visam alterar, de forma positiva, as condições de vida das comunidades remanescentes de quilombo”, que por surpreendente que seja são 743 comunidades oficialmente registradas (2004). Dado um ano do lançamento do programa, a presença do governo é bastante ostensiva na região, mas os resultados ainda não se fazem sentir, afinal são aproximadamente 200 anos de reclusão e isolamento, e poucas décadas de se desejar, se fazer e ser brasileiro com todos os direitos a cidadania como todo e qualquer outro cidadão. A esperança é de que com a inclusão social e a aquisição de direitos básicos, não sejamos negros ou afro-descendentes e sim integralmente brasileiros. Por enquanto, permanecemos quilombolas.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Quilombolas Kalungas

É serra de cá, é serra de lá, é serra de acolá
é serra para todo lugar que você olhar
E, por trás das serras
tem gente em algum lugar.
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O povo kalunga está em Goiás há cerca de 250 anos, próximo a 375 km de Brasília, ocupando uma vasta área nos municípios de Cavalcante, Terezina de Goiás e Monte Alegre de Goiás (Antigo Morro do Chapéu).
Supõe-se que eram de Angola e do Congo. O termo kalunga, oriundo das línguas umbandu, kimbandu e kikongo, faladas na região central e sul da África, designam lugar de morte.
Em 1722 – quando Bartolomeu Bueno, o Anhangüera, e João da Silva Ortiz fecharam o ciclo bandeirante, com a ocupação das terras centrais – surgiu o Estado de Goiás, em pleno ciclo do ouro e da garimpagem.
Utilizados como mão-de-obra escrava, os negros andavam cansados da submissão e dos castigos sofridos na exploração das “Minas dos Goyazes”. Muitos fugiram, escondendo-se na mata, refugiaram-se ao longo do rio Paranã em serras de difícil acesso. Formando assim o povo Kalunga.
Descobertos
Em 1982 com a chegada de pesquisadores à área ocupada os kalungas passaram a existir oficialmente para o governo goiano. Estavam tão isolados que cultivam tradições africanas e européias, como a coroação do imperador, os tambores feitos de troncos e o latim das rezas.Três anos depois, para evitar a extinção do grupo, foi aprovada uma lei que doava as terras da serra aos kalungas, das quais somente 30% são produtivas.

Quivida 2003 025 Menina quilombola descascando mandioca Isolados por trás das serras, há pontos do antigo quilombo que só se atingem após três dias de cavalo. As casas são feitas de tijolos moldados a mão (adobe) e cobertas de folhas de buriti, uma das palmeiras da região. O povo kalunga dedica-se à plantação de mandioca, arroz, milho e, às vezes, feijão. Criam gado, pratica a caça e a pesca, e a extração de cristal. Mas a fabricação de farinha – que envolve toda a família – é a atividade produtiva mais importante, base principal do seu sustento.
As tradições “ditas” culturais. O dificil acesso às regiões. o alto indice de analfabetismo que alcança a 90% da população quilombola, formam os principais obstáculos a propagação do evangelho.
O povo kalunga sofre com o martírio do isolamento por mais de 200 anos. O isolamento lhes impossibilitou a obterem o conhecimento do plano da salvação eterna através de Jesus Cristo. Somos chamados a ser os pés e a voz de Cristo na região kalunga. Mas, “como pregarão, se não forem enviados?”.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Notícias do Campo Missionário em Junho

Queridos irmãos
A paz de nosso Senhor Jesus Cristo.
heart for email Louvo a Deus pela vida de todos vocês que nos ajudam a suportar e a passar pelas aflições nas quais temos percebido o agir de Deus nos favorecendo. E, mantendo o bom animo vemos em cada exame que Simone consegue fazer a boa mão do Papai. (Aba Pai). Por isso, mesmo quando esperamos pelos resultados dos exames colocamos primeiramente nossa esperança no Senhor. E nisso contamos com suas orações a favor de “nossa cura”.
Peço que orem pelo consolo do Espírito Santo aos nossos corações.
Sarah está se preparando para o vestibular. Além do dia a dia na escola, aos sábados está cursando um preparatório desde às 08:00 hs até 17:00 da tarde, em um destes cursos comunitários para pessoas de baixa renda.
Sophia Hanna tem se sobressaído em leitura na escola. Creio que a leitura da bíblia diariamente em casa, ainda que seja só um versículo, tem ajudado. Todos os dias ela ora pedindo uma bíblia. Agora já não lhe satisfaz a infantil. Percebeu que não tem exatamente as mesmas palavras que as nossas.
Temos visto o desenvolvimento do ministério no Amapá, e temos nos afligido pelas nossas limitações. Rogamos a Deus por ceifeiros para sua seara. Pedimos que se empenhem neste sentido conosco, orar para que o Pai envie mais obreiros. O desafio é a implantação de dez novas igrejas na região do Afuá – Ap. E, como fazer isso sem obreiros?
Começamos a ver um pouco do resultado de nosso trabalho aqui na base da MEAP. Toda a parte organizacional a qual fomos chamados a fazer já está bem adiantada, e os campos tem desfrutado de nosso trabalho, convertendo-o em crianças nas creches, medicamentos, pregação aos necessitados e, tantas outras formas de demonstrar o amor de Deus ao povo das ilhas. E, só conseguimos fazer o que fazemos por que os temos aí, segurando a corda.
Gratos a Cristo por sua vida.
Natanael, Simone, Sarah e Sophia Hanna Junho/2011

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Pequenas Diferenças - (Enchendo o Gás)

Para nós da grande cidade, que temos o caminhão de gás, passando frente a nossa porta uma vez por semana, ou mesmo temos gás encanado, ou o telefone do serviço de entrega mais próximo e/ou barato aderido a porta da geladeira, é no mínimo curioso que cada vez, que o gás acabe tenhamos de ir ao posto de combustível mais próximo. De ônibus, a pé, de carro, não importa. É no posto de combustível que vamos recarregar nosso botijão. Aqui é assim.

Talvez seja por isso que o botijão de gás mais comum aqui seja o de 10 kg. Mais leve e fácil de carregar.

A pergunta é, porque na maioria das vezes, o gás termina de noite, ou justo no meio daquele prato em que o forno não pode esfriar. Ou ainda quando não temos dinheiro.

clip_image002A questão do dinheiro aqui não é problema, apesar de serem necessários aproximadamente G$ 75.000 (setenta e cinco mil guaranis) para se encher completamente um botijão de 13 kg. Pode-se colocar qualquer quantidade que se queira.

De forma que, eu particularmente ainda não sei o que é encher completamente nosso botijão. , e ainda não foi desta vez, quem sabe na próxima.

Nos supermercados e em alguns postos também vendem o botijão cheio, mas, isto deve ser coisa pra rico.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Não andeis Ansiosos – Leia Mateus 6:25-34

É impressionante como Deus supri certas necessidades nossas, ainda que não façamos um pedido padrão em forma de oração. Ele simplesmente nos supri liberalmente. O que me faz lembrar do evangelho de Mateus. O verso 32 do capítulo 6 diz: “De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas elas. Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

Assim foi que há algum tempo atrás uma pessoa nos colocou um carro a disposição, o porém é que precisava dos quatro pneus.

Semana passada fui até uma loja para saber o quanto precisava para adquirir os pneus. E descobrir precisar de R$ 500,00.

Em uma visita a uma das irmãs da igreja, estava declarando a ela que sou filho do Deus dono do ouro e da prata, e quando tinha alguma necessidade nesses termos, falava com Ele e seu Espírito Santo tocava em algum irmão, pois Deus usa sua igreja como canal de benção, e assim as necessidades de sua igreja é suprida.

Quando falei que precisava de G$ 500.000,00 (quinhentos mil guaranis) a irmã ficou assim como que totalmente descrente, quinhentos mil guaranis é muito dinheiro aqui. Se bem que eu dei o valor enganado, em verdade necessitaria de um milhão de guaranis para os pneus.

Verdade é que não me recordo de ter orado por esse valor. Não fiz nenhum pedido a quem quer que seja desse valor. Domingo passado fomos à igreja contando as moedas. Simone e Sarah foram contando as moedas, eu fui de bicicleta. Não que não desejasse ir junto com elas, mas era o que o valor que tínhamos nos permitia. Ainda assim, cheguei à igreja com quase uma hora de antecedência a elas. Transporte aqui é muito difícil. Principalmente domingo.

Esta semana fui ao banco e lá estava o valor necessário, e mais que o necessário. Amanhã contarei este milagre à igreja. Espero que os ajude a firmar sua fé e que descubram o Deus que provê.

23/02/2008

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O Teatro de Bonecos na Igreja - X

O Texto Para Teatro de Bonecos
Seria fácil reclamarmos da ausência de bons textos para teatro de bonecos, principalmente os de cunho evangélico. Mas como reclamar é uma questão simplista, proponho uma solução mais simples. Que tal escrevermos as nossas próprias histórias?
Por incrível que pareça, escrever é menos árduo do que adaptar. Alguns dirão que é necessário talento, eu direi que é necessário técnica. Por que se assim não o for, não fará sentido os diversos cursos de roteiro e redação e outros ligados a texto que pululam pela cidade.
O que torna possível um texto é a idéia. Digo que é mais difícil ter uma boa idéia, do que escrever um bom texto. Mesmo porque uma literatura não se faz tão somente de obras primas, e sim e principalmente de uma variedade de obras.
Não podemos no entanto passar nessas poucas linhas o pouco da técnica necessária a criar-se um texto de teatro de bonecos, mas podemos encontrar algumas características que podem ajudar aqueles (as) que desejarem embrenhar-se por essa rota. Mesmo porque, a necessidade obriga.
Um fator primordial quanto a texto é que, converter um texto de teatro convencional para bonecos é mais simples do que ao contrário. O que pode ser um ponto de partida. Considero pois que, tudo que é factível no teatro tradicional, é realizável também no teatro de bonecos e de animação, e com mais graça. Há textos que pela concepção da encenação e dos recursos das técnicas de manipulação não podem ser montados senão por bonequeiros.
O ponto de partida, fator determinante para a criação do texto é o objetivo. Anote sua idéia de forma compacta.  Tente colocar em poucas linhas aonde você quer chegar com sua história. Crie um argumento, ou seja, convença-se a si mesmo que é uma boa história. Tente se divertir ou aprender com ela. Escreva tudo o que vier na mente, não se preocupe com a correção da palavra, o que importa é de fato a idéia. Permita que outra pessoa avalie e corrija sua história e se necessário a censure.
Devemos ter muito cuidado e responsabilidade para escrever a criança. Isto porque a criança está ávida por conhecimento e não tem todos os aparatos necessários para a filtragem do bem e do mal. Nosso padrão moral tem que ser obrigatoriamente superior ao do século.
Não temos pois aqui nenhuma fórmula para que se escreva uma boa história. Apenas que se comece a escrever.
Que Deus te abençoe nessa empreitada que é servi-lo e servi-lo bem.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

O Teatro de Bonecos na Igreja - IX

Tipos de Bonecos
Podemos classificar bonecos tanto pelo material do qual ele foi confeccionado, quanto pela manipulação. Assim, podemos ter bonecos de mão, ainda que provenientes do Origami, a arte japonesa da dobradura de papel; bonecos de vara, ainda que sejam de isopor. Por exemplo quanto a manipulação, podemos ter bonecos de luva, vara ou fio. Mas, a manipulação pode ser também a inglesa, chinesa, bunraku ou outra técnica. 

Quanto ao material podemos ter bonecos de espuma, pano, fibra de vidro, isopor, papelão, madeira, ou um misto destes materiais, formando tanto bonecos de luva, vara ou fio. 
Tão bom quanto conhecer cada tipo de boneco, é poder trata-lo com intimidade, e simplesmente chamá-lo boneco.
O palco do teatro de bonecos é a empanada. Em geral nas igrejas as pessoas costumam chamar a casinha do boneco. Existem diversos tipos e tamanhos de empanadas. Que variam obviamente do vulto do espetáculo e ambiente que será utilizado.
Fique claro que a melhor empanada, é aquela que temos em mão: um lençol estendido na sala, uma mesa virada, uma caixa de papelão com um pequeno corte para os bonecos, enfim, qualquer coisa que possa dar um pouco de proteção ao manipulador, manter a magia viva.
Até mesmo a ausência de empanada é uma ótima empanada, desde que os manipuladores não estejam trajados de uma forma a concorrer com o boneco, ou se os manipuladores estiverem trajados de uma forma a somar com o boneco, fazendo parte do contexto da história.
Nos livros de teatro de bonecos é fácil encontrar diversos tipos de empanadas. Na figura, apresento uma desmontável, feita de metalonita, proposta para espetáculos de rua e grandes espaços. visto que se pode montar o cenário em torno  dela e nela própria.
A concepção da empanada é do artista plástico e  fotográfo Rosalvo Wesley. (http://www.aboaimagem.com/).


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Um é pouco. Dois são suficientes. Três são ...

Ganhei um sapato. Não um sapato, mas um par de sapatos. De que me serviria um sapato apenas. Mas, foi por tê-los ganho que constatei minha parte indígena, de que um é pouco, dois são suficientes, três são demais.
Foi Simone que me chamou atenção para o fato de que há muito não tenho mais do que um par de sapatos, ou de sandálias, ou de tênis. Somente um, quando tenho.
Agora tenho dois pares de sapatos. O meu velho sapato furado, que está aos poucos desfarelando. Penso que se tenho dois pares de sapatos, deve durar o dobro que esse meu andar solitário durou. Dois anos e meio usando praticamente todos os dias, faça chuva, faça sol. Por isso me recuso a jogar o velho fora. Para fazer durar o novo, lindíssimo, da loja aos meus pés. Há quanto tempo eu não tinha um sapato assim. Da loja para os meus pés. Tênis então, nem se fale.
Morar na cidade tem suas desvantagens. Uma delas é ter que passar roupa. Causa estranheza o missionário aparecer no local de culto com a roupa amassada. Imagine de sandálias ou descalço. Estar na cidade é desconfortável para um missionário de meio de mato. Tem que se vestir em demasia.
Tenho somente um terno, então nunca posso ser convidado para pregar dois dias consecutivos em um lugar que exija terno. Porque fatalmente vou repetir a roupa. Eu não me preocupo com isso, mas há quem repare e ache inconveniente. Eu acho que a pessoa ou só tem aquele, ou só gosta daquele. Seja qual for o caso, isso não influi na mensagem que Deus envia por ele.
No meu caso, estou na base do pouco. Que seria suficiente, não estivesse na cidade. Na mata umas poucas peças de roupa da para passar um montão de dias, lógico que depois de alguns dias o odor vai se assemelhar aos dos nativos, mas, não é isso que desejamos; nos contextualizar.
Vejo que é mais difícil contextualizar-se na cidade do que na mata. Custa muito na cidade esta contextualização.  E aí, um de fato é pouco, quando poderia ser suficiente. Em todo caso, três são demais.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O Teatro de Bonecos na Igreja - VIII

O Teatro na Igreja e na Escola Bíblica IV
Ainda falando sobre bonecos, é fácil perceber o quão vasto é o universo do boneco  em várias áreas, como as de psicoterapia, fonoaudiologia, educacional, medicina preventiva, entre outras. Abaixo transcrevo o depoimento da fonoaudióloga Ana Lucia Longo.
“Com os recursos da dramatização é possível realizar um trabalho específico, retratando o próprio cotidiano da criança através dos mais variados brinquedos, tipos de fantoches etc. para que se estabeleça o processo inicial da comunicação”.
O boneco como material didático, é de fácil adaptação a realidade financeira da igreja. Pode-se ter bonecos trabalhados e caros, assim como de sucata feito com embalagens de iogurte, por exemplo. Pode-se ainda levar a criança a confeccionar os seus próprios bonecos escolhendo-se o material de acordo com a especialização motora da mesma. Na escolha de material existe,  pelo menos, três aspectos de suma importância:
1.   A faixa etária que estamos trabalhando.
2.   O material em si, quanto a seu aspecto tóxico, táteis, e outros. Assim quanto o risco deste material vir a causar ferimentos, ou mesmo intoxicação em quem o manipula, assim como aos que estão em torno.
3.   O que se deseja extrair ou passar para a criança.
Na confecção dos bonecos, por seus diversos materiais, podemos levar as crianças a enriquecerem seus conhecimentos sobre: superfície; forma; esquema corporal; cor; espessura; tamanho; distância; localização; lateralidade; entre outros.
O aspecto sociabilizante dá-se naturalmente ou com a ajuda do professor/orientador como árbitro, quando a criança começa a sentir necessidade de: esperar sua vez de falar, ouvir o que os outros falam, exprimir seu desacordo com argumentos convincentes.
Usando-o como exemplificação, podemos imprimir na criança noções de certo e errado. Trabalhando todos esses aspectos, estaremos levando as crianças a fazer associações que integram as funções motoras, visuais, auditivas e, táteis.
Na próxima semana voltamos a falar diretamente sobre teatro de bonecos na igreja.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Noticias do Campo Missionário em abril

Queridos irmãos

A paz de nosso Senhor Jesus Cristo.
Pedimos desculpas aos que não receberam nossa carta anterior, ainda que isso independa de nós.
Damos graças a Deus pelo Seu realizar nas ilhas que temos alcançado junto a MEAP graças a vocês.
Visitamos igrejas, para divulgar o ministério entre os pescadores e o desenvolvimento do Evangelho nas ilhas até então não alcançadas; muitas delas ainda não alcançadas pelo governo brasileiro, porém alcançadas pelo amor e misericórdia do Senhor.
Para isso é que serve o evangelho pleno. Levar as pessoas a receber a salvação que Cristo proporciona e a experimentar o quanto do Reino de Deus já está instaurado na terra.
Os programas sociais e educacionais da MEAP permitem ao povo das ilhas experimentar um pouco do amor do nosso Senhor; não só aos já convertidos, mas também àqueles ainda necessitados de receber a Cristo como único e suficiente Salvador.
Peço que intercedam pela manutenção do Projeto Meu Peixinho (complemento escolar para crianças e adolescentes), no Maranhão, que está necessitando de obreiros. A seara continua grande. OREM, por favor, para que o SENHOR envie mais trabalhadores para o Maranhão.  OREM, para que nas igrejas em que estamos ainda por ir, possam existir vocacionados para atender ao campo.
Orem, por favor, pela saúde da Simone. Há alguns meses ela tem sofrido com fortes dores de cabeça, algo que a deixa bastante debilitada. Só esse mês conseguimos recursos para exames e medicamentos. Ainda lutamos para atendimento por especialista do SUS, contudo, nossa confiança de cura está no Senhor.
Sarah completa 16 anos no próximo dia 21/05 e está estudando já pensando no vestibular do fim de ano.
Sophia Hanna (06) já está lendo e ontem (17/04), em nosso devocional, leu seu primeiro versículo sozinha.
                Obrigado por navegar conosco.
Natanael, Simone, Sarah e Sophia Hanna

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Teatro na Igreja e na Escola Bíblica III

O teatro como prática educativa, tende a desenvolver a sensibilidade, criatividade, sociabilidade, fala, motricidade etc.
São objetivos básicos do teatro na EB: integração ao grupo, aprendizado bíblico, recreação, equilíbrio emocional, canalização das tensões emocionais, desenvolvimento psicofísico e intelectual. É o teatro um objeto a ser usado a fim de despertar e/ou manter vivo o interesse da criança em conhecer a Cristo.
Em geral os ensinamentos da EB, podem de alguma forma ser dramatizada. Seja pelo teatro de bonecos, mascaras, mais facilmente pelo teatro de animação, mímica, jogos dramáticos, etc. O que muito contribui para a formação da criança, já que tendemos a manter viva em nossa memória aquelas coisas as quais realizamos, em detrimento as que ouvimos.
Além das próprias lições que podem ser dramatizadas, há ainda as datas cívicas que são bons temas ou motivos como: aniversários, dia dos pais, dia dos professores, dia do pastor, dia da bíblia, etc. 
Por favor, o pessoal do teatro, fuja dessas datas cívicas. Pois em termo de teatro na igreja, utilizá-lo em função de datas desvirtua a própria função do teatro, que penso eu, deve ser, bem depois eu falo a respeito.
Continuando, a dramaturgia na EB será envolvente de acordo com a desenvoltura do professor, dependo unicamente deste, a utilização conveniente do mesmo, buscando reconhecer em seu grupo de crianças o quanto desenvolvidas elas estão, a fim de poder utilizar da melhor forma possível a dramaturgia.
É fácil reconhecer a importância do teatro de bonecos na EB. Não precisamos de desculpas ou justificativas para utiliza-lo, devemos sim ter em mente o objetivo que queremos alcançar para dispor da metodologia e meio para uma melhor utilização.
Conversaremos um pouco mais sobre a utilização de bonecos na Escola Bíblica na próxima semana.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O Teatro na Igreja e na Escola Bíblica II

Continuando, para desenvolver-se a criatividade em sala de aula, o professor não pode ou não deve agir como centralizador das ações. Agindo tão somente como orientador, juiz nas situações em que se fizer necessário e, ou proponente de atividade. Sendo preferencial que os alunos iniciem e desenvolvam os projetos pela prática.

Parece-me antagônico diante o pouco tempo que permanecemos com os alunos, permitimo-nos perder tempo com brinquedos, mas devemos ter sempre em mente a nossa prioridade inicial na vida dos pequeninos, que é conduzi-los a Jesus. Logo, ao sabermos que em seu dia-a-dia eles já estão entregues ao modelo tradicional de educação, é uma vantagem podermos priorizar o desenvolvimento criativo, estimulando a criatividade, utilizando o lúdico indiscriminadamente, tornando a EB uma atividade agradável da qual ele desejará participar, fazendo e reconhecendo o jogo (dramático) instrumento pelo qual a criança conhece o mundo, sendo também a atividade que lhe confere equilíbrio psíquico, e importante colaborador na formação da identidade do indivíduo. A criança, brincando, cria um mundo particular de fantasias, que em geral cabe mais um. Nesse papel de proponente, o professor/orientador, tem importante papel na apresentação de tarefas.

No que concerne às atividades dramáticas elas envolvem: jogos dramáticos, dramatizações, mímicas, improvisações, jograis, teatro de bonecos, teatro de mascaras, teatro de sombras, entre outras.


Os princípios do teatro na EB são básicos a todas as classes, estando entre estes princípios, o caráter participativo que se deseja imbuir na turma, assim sendo, os jovens ainda que sem talento devem ser estimulados a participar. Porém, devendo somente serem expostos a eventos extra-classe, se demonstrar habilidade específica, ou grande desejo de participar. Continua...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O Teatro na Igreja e na Escola Bíblica - I

O Teatro e o Teatro de Bonecos na Escola Bíblica - I

Já tendo declarado anteriormente que teatro e teatro de bonecos são da mesma familia, e sendo uma pessoa com fortes laços ao teatro, não poderia me furtar a gastar algumas linhas com este tema dentro da escola bíblica. Daqui a pouco retornamos aos bonecos.
Entendo que o teatro encontra-se profundamente relacionado ao processo da real percepção. Alvaro Apocalypse dizia que as  formas iniciais do teatro teriam se desenvolvido  paralelamente aos ritos, cerimoniais e cultos. Afirmando até mesmo  que os símbolos subjetivos dos rituais religiosos  seria um grande teatro. como sabemos o teatro é uma atividade que está submetida às leis do desenvolvimento social do grupo, é, também um meio de comunicação para o homem e para a sociedade. No aspecto moderno do teatro, ele serve, não somente ao lazer, critica, ou retrato da sociedade, como as práticas educativas e de formação da personalidade do educando. 
A criança livre de pressões, ou cobranças, tende a espontaneidade, e os educadores, podem e devem proporcionar meios para que suas capacidades de expressão se desenvolvam, contribuindo para a formação integral de sua personalidade. Essa é uma obrigação também dos Educadores de Escolas Bíblicas.
Muito se reclama nas salas de Escolas Bíblicas (EB), o pouco tempo  de contato com a criança. Daí, a necessidade do professor da EB  potencializar esse tempo, dando a elas o que realmente necessitam para um crescimento saudável em todos os aspectos (mental, social, espiritual). E se possível incutir nos pais, a possibilidade de uma escola secular cristã, que já encontramos com alguma facilidade nos dias de hoje, oferecendo um ensino compromissado com Cristo, de qualidade, e próximo da profilaxia das doenças amorais seculares.
Ao ato da criança manifestar-se espontaneamente em meio a jogos, e brinquedos e amigos imaginativos chamamos criatividade. E já que não podemos ensinar criatividade, podemos ao menos viabilizar situações,  tirando o máximo da capacidade criadora da criança utilizando em seu próprio proveito no aspecto sociabilizante e intelectual do processo ensino aprendizagem. Pode-se sim, ensinar técnicas.
A capacidade de sonhar e portanto criar, faz parte do eu do indivíduo, sendo tão importante quanto sua capacidade intelectual. Podemos dizer que uma pessoa alijada da capacidade de criar é uma pessoa incompleta quanto indivíduo; incapaz de se relacionar por completo com o meio. É na infância, sobretudo na primeira infância, através da criatividade em jogos dramáticos naturais, que se molda a capacidade de se interagir com a sociedade.
O teatro é um meio de se canalizar o processo criativo da infância. Dar asas a imaginação. A manipulação de objetos, os esforços de interpretação, a maneira de diferenciar-se no meio ambiente são manifestações do pensamento criativo. Continua...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Teatro de Bonecos na Igreja - VII

A Alma do Boneco - III

Ainda falando sobre manipulação, agora não sei se estou falando de teatro de bonecos ou de animação, mas falei anteriormente não só da possibilidade como também da necessidade do manipulador se conhecer e tirar proveito de sua existência para uma boa manipulação. Tendo isso em mente  Jan Schmid da academia de Belas Artes de Praga, fez a seguinte declaração: “Durante os cursos, esforçamo-nos por estimular e desenvolver a fantasia do futuro encenador.
Entre os manipuladores de marionetes, distinguimos os traços da sua personalidade, ajudando-os a encontrar a sua própria abordagem do jogo. Ensinamos aos manipuladores as regras do jogo, que são tão validas para o trabalho de ensaios como para a cena. O teatro de marionetes é tanto mais complicado quanto uma pessoa tem que se exprimir por intermédio de objetos, (teatro de animação), através da marionete, mas também através de um par de tesouras, uma batata, um lenço ou simplesmente uma mão. [Já fiz isso. Esqueci um dos bonecos em uma apresentação e usei a mão].
Seja destinado às crianças ou aos adultos, o teatro de marionetes utiliza a síntese de formas, numa medida muito maior que o ator em um drama.
No teatro de marionetes, manipulamos, mas também cantamos, dançamos, tocamos instrumentos musicais, em suma, trabalhamos com uma gama muito ampla de expressões teatrais”.
Desta forma observamos ser a manipulação a alma do teatro de bonecos e de animação, assim como a própria alma do boneco ou do objeto a ser animado. Dela, depende a abertura e a manutenção do canal de comunicação. Observados aspectos básicos do teatro de animação e bonecos, que são, dentre outros, foco e objeto, teremos que o bom boneco muitas vezes será o pedaço de pau rijo, que saberá olhar o publico com curiosidade, se interessar quando o seu interlocutor lhe dirigir a palavra e manifestar entendimento tanto do que fala quanto do que escuta.
Sendo assim, podemos declarar que a manipulação é a própria vida do boneco.

quinta-feira, 31 de março de 2011

O Teatro de Bonecos na Igreja - VI

A Alma do Boneco II
Ainda falando sobre manipulação é necessário saber que cada boneco é um boneco, logo cada boneco possui um timing próprio. Antes de se buscar um conjunto de regras ou receitas de bolo para confecção/manipulação do boneco, devemos ter em mente a motivação primeira para construir e manipular um determinado boneco, e essa motivação é o objetivo que se quer alcançar com ele, ou seja, antes mesmo de confeccionar o boneco temos que ter em mente o que queremos alcançar com ele. A princípio as regras servem somente como delimitadoras, camisas de força que nos impedem de dar asas a nossa potencialidade e a dele, boneco. O voo máximo que o teatro de bonecos pode alcançar é simplesmente o inimaginável. Prova disso, é a declaração de Cherubini: [Grupo Sobrevento/ http://www.sobrevento.com.br/index.htm] “Todas as regras existem para serem quebradas”, Completo, inclusive esta. Daí, termos subvertido tanto a escola europeia, com sua movimentação a bandeira inglesa, (um quadrado imaginário), tanto a japonesa com a rigidez do Bunraku e seu estudo minucioso do gestual, e misturado tudo em um novíssimo teatro de animação que agrega estas escolas a liberdade mamulengueira e nosso ritmo. Bom exemplo é a cia Trunks de teatro de bonecos [http://www.truks.com.br/].
Na falta de regras contundentes, existem certos princípios básicos que servem como parâmetros a uma boa manipulação de bonecos, formas e objetos, em diferentes técnicas. Parâmetros tais como foco, direção do olhar, eixo, ponto fixo, variação rítmica, dinâmica, precisão, entre outros. Pode-se assumir como parte da manipulação, ou se tirar proveito de todo gestual, do ritmo da cena, sons, ruídos e acidentes. Os manipuladores podem enriquecer, e muito, os recursos expressivos de teatro de animação se puderem desfrutar de sua própria existência, sem com isso, concorrer com o boneco, mas somando, interagindo não só com o boneco em si, como todo o enredo, contexto, cenário, etc. Nota-se que saí de teatro de bonecos para teatro de animação, que é um teatro de bonecos, que por vezes pode dispensar o próprio boneco. Mas, isto é para outro post.
Nós vemos na próxima semana.

quinta-feira, 24 de março de 2011

O Teatro de Bonecos na Igreja - V

A Alma do Boneco
Bem, meus três leitores, visto que vocês já devem ter suas próprias ideias de como desejam utilizar seus bonecos, vamos ao ponto que considero primordial para se alcançar o objetivo principal de um boneco evangélico, que é principalmente no evangelismo a transmissão da mensagem. Ou seja, que a mensagem chegue com o mínimo de ruídos ao público alvo. Quem é responsável pela transmissão da mensagem obviamente é o boneco, contudo o responsável de como essa mensagem chega ao público é o manipulador.
Existem diferentes técnicas de manipulação a serem aplicadas aos diversos tipos de bonecos. Particularmente, acredito que cada boneco pede uma determinada forma de manipulação, forma esta, que se dará de acordo com a familiaridade que o manipulador tem do boneco, do relacionamento de amizade e intimidade que existe entre ambos. Desta forma, que nos imporá a correta manipulação é o próprio boneco. Discordo daqueles que consideram que há certos movimentos básicos que devem ser respeitados. Todavia, concordo com aqueles que consideram que há certos movimentos básicos que devem ser respeitados. Sei que são posições antagônicas apresentadas no mesmo parágrafo pela mesma pessoa, mas de fácil compreensão, antagonismo que soluciono com uma palavra. Objetivo.
Digo que não só a técnica de manipulação deve ser usada de acordo com o objetivo a ser alcançado, e dentre estes objetivos pode estar o de extrair algo do boneco e/ou público, como a própria confecção deve partir dessa premissa. Objetivo.
Exemplificando objetivo, digo que não existe necessidade da adequação da voz ao personagem como regra básica, existindo sim, a necessidade da adequação da voz ao objetivo, um gigante não precisa necessariamente ter a voz poderosa, a antítese, também é aceitável, e com certeza o é engraçado. Em fazendo isso estaríamos quebrando a regra que diz que é necessário adequar a voz ao personagem, se optássemos claramente pela comédia colocando uma voz poderosa em um anão e uma voz fina em um gigante.  
Considerando que um personagem deve se expressar através de um registro de gestos essenciais, pode-se estudar para cada boneco princípios originais e o construir em consequência desse estudo, que obviamente se destina a alcançar um certo objetivo, deixando de limitar desta forma o número de movimentos possíveis, situando o boneco dramaticamente falando, dentro de  um universo próprio, que por sua vez, determinará sua fisionomia e estilo.
Desta forma, estaremos nos libertando de estar preso a este ou aquele gênero de manipulação, visto que cada personagem poderá impor para si um sistema particular e autônomo. Algo que em cena, poderia completar o espetáculo com a saudável miscelânea de gêneros, demonstrando em pratica que a metodologia de animação de certo boneco não é mais pobre nem mais rico de que qualquer outro tipo clássico. Mas, vamos continuar conversando sobre isso na próxima semana.