Bem Vindo

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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Aconteceu no Paraguay

Não andeis Ansiosos – Leia Mateus 6:25-34

É impressionante como Deus supre certas necessidades nossas, ainda que não façamos um pedido padrão em forma de oração. Ele simplesmente nos supre liberalmente. O que me faz lembrar do evangelho de Mateus. O verso 32 do capítulo 6 diz: “De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas elas. Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

Assim foi que há algum tempo atrás uma pessoa nos colocou um carro a disposição, o porém é que precisava dos quatro pneus.

Semana passada fui até uma loja para saber o quanto precisava para adquirir os pneus. E descobrir precisar de R$ 500,00.

Em uma visita a uma das irmãs da igreja, estava declarando a ela que sou filho do Deus dono do ouro e da prata, e quando tinha alguma necessidade nesses termos, falava com Ele e seu Espírito Santo tocava em algum irmão, pois Deus usa sua igreja como canal de benção, e assim as necessidades de sua igreja é suprida.

Quando falei que precisava de G$ 500.000,00 (quinhentos mil guaranis) a irmã ficou assim como que totalmente descrente, quinhentos mil guaranis é muito dinheiro aqui. Se bem que eu dei o valor enganado, em verdade necessitaria de um milhão de guaranis para os pneus.

Verdade é que não me recordo de ter orado por esse valor. Não fiz nenhum pedido a quem quer que seja desse valor. Domingo passado fomos à igreja contando as moedas. Simone e Sarah foram contando as moedas, eu fui de bicicleta. Não que não desejasse ir junto com elas, mas era o que o valor que tínhamos nos permitia. Ainda assim, cheguei à igreja com quase uma hora de antecedência a elas. Transporte aqui é muito difícil. Principalmente domingo.

Esta semana fui ao banco e lá estava o valor necessário, e mais que o necessário. Amanhã contarei este milagre à igreja. Espero que os ajude a firmar sua fé e que descubram o Deus que provê.

23/02/2008 - Natan Dias

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O Missionário

Usualmente se define missionário como aquela pessoa que deixa seu país, familiares, conforto, estabilidade, cultura, entre outras coisas, para pregar o evangelho do reino, à pessoas de uma cultura diferente, geralmente fora de sua fronteira natal.
Gosto de ver a Cristo como O Missionário.
Dentro desses parâmetros, vemos que:
  1. Cristo estava em família. Deus Pai. Deus Filho, e Deus Espírito Santo. E a deixa. (João 5.23)
  2. Possui sua própria cultura (A cultura divina, a cultura de Deus), com sua própria língua. E se adaptou a uma nova cultura. A cultura humana. De criador, a semelhança de criatura. (João 1.3)
  3. Ele foi enviado (Mateus 10.40; João 3.17, gálatas 4.4 )
  4. Ele foi sustentado por terceiros (Lucas 8.1-3).
E muitos outros exemplos da verossimilhança entre as características de Cristo quando foi enviado por seu Pai as criaturas, e as características daqueles que Ele tem enviado aos povos a fazer a sua vontade.
Se obtivermos este olhar de missões, como o meio que Deus escolheu para implantar ou expandir o seu reino na terra, de uma importância tal, que para iniciar esta tarefa Ele seleciona seu próprio filho para inaugurá-lo. Então começaremos a ver o ministério missionário como uma ação não opcional da igreja, e sim uma obrigação de continuidade ao serviço do Mestre. Ou seja, o de amar, como Cristo amou. Lembremo-nos de que Cristo nos foi enviado quando ainda estávamos na condição de inimigos de Deus. E, assim devemos enviar nossos filhos aos inimigos de Deus, para resgatá-los a condição de filhos de Deus.
Mas, será que podemos fazer isso sabendo que restam poucos países, e os mais difíceis. Quando temos missão não como uma estratégia definida e constante da igreja, mas, como uma ação pontual que ocorre uma vez por ano, ou quando da visita de um missionário convidado a contar histórias de desventuras, dor e sofrimento para assim tocar os corações e receber uma gorda oferta.
É, no mínimo lamentável que tratemos estes imitadores de Cristo como miseráveis necessitados de nossa misericórdia e benevolência para que possam sobreviver. Quando devíamos olhar os mesmos como embaixadores do próprio Deus. E, não é comum vermos a embaixadores de qualquer país que seja pedindo esmolas, ou sendo obrigados a contar histórias tristes e alarmantes de seus países para levantar recursos.
A terceira epístola de João nos incentiva a “receber os tais, para que sejamos cooperadores da verdade”. E, quem é a verdade?
Parece-me, ao agirmos desta maneira (pontualmente), que desconhecemos por completo quais são as vontades prioritárias de Deus para sua igreja. Talvez estejamos necessitando como igreja, que um anjo desça com uma nova revelação de sua vontade, assim talvez sejamos motivados a agir com diligência e inteligência segundo a sua vontade. As única questões contra esse ponto de vista é que Paulo em gálatas amaldiçoa até mesmo anjo que venha do céu e pregue evangelho que vá além do que já tem sido pregado. E, a vontade de Deus, já está bastante clara em sua palavra.
Cristo nos diz quanto a isto: eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou.
Aceitamos alegremente o título de filhos de Deus, mesmo quando nos recusamos a agirmos como tais. Assim o mesmo Cristo nos alerta que: “qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe”. De forma, que não basta nos declararmos filhos de Deus, se não agimos como tal. Assim como o alimento de Cristo consiste em fazer a vontade daquele que o enviou a realizar a sua obra, da mesma forma deveria ser para nós, seguidores, imitadores, salvos e remidos, fazer as mesmas obras de Cristo. Para isto fomos capacitados. E, ainda maiores.
Pergunto de maneira geral em qual das duas classes de servo nos enquadramos como igreja, o do versículo 47 de Lucas ou do versículo 48.
Aquele servo, porém, que conheceu a vontade de seu senhor e não se aprontou, nem fez segundo a sua vontade será punido com muitos açoites.(47)
Aquele, porém, que não soube a vontade do seu senhor e fez coisas dignas de reprovação levará poucos açoites. Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão.(48)
Cristo nos diz que: “De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna;”. João 6:40. E como podemos fazer o mundo ver ao Filho sem que enviemos nossos filhos aos inimigos. Como pregarão se não forem enviados.
Mas, que tipo de missionário enviaremos. Embaixadores, dignos representantes do rei. Ou um mendicante. Só uma igreja comprometida com a vontade do Senhor, com estratégia definida e uma ação constante pode enviar missionários embaixadores.
Natanael Dias