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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Quilombolas

Quando falamos em quilombo em geral retornamos ao tempo da escravatura e temos por definição a imagem de escravos que fugiam e se escondiam nas matas, num lugar de difícil acesso para os caçadores que iam a sua busca. A palavra “quilombo” é originária da cultura banto, (kilombo, aportuguesado quilombo), de língua umbundu/quibundo e significa: lugar cercado e fortificado, arraial ou acampamento, e poderíamos acrescentar lugar isolado, refúgio de negros.
O conceito mais atual e muito utilizado para definir o que vem a ser remanescentes de quilombo é a definição da ABA (Associação Brasileira de Antropologia) surgida em 1994, que diz ser quilombo: “Toda comunidade negra rural que agrupe descendentes de escravos vivendo da cultura de subsistência e onde as manifestações culturais têm forte vínculo com o passado.”
Pois bem, esta introdução é apenas para dizer que aqui neste cantinho estaremos discorrendo principalmente sobre a comunidade quilombola Kalunga, localizada no nordeste goiano, a maior área de remanescentes de quilombos do Brasil, ocupando uma área de 253.191,72 hectares englobando os municípios de Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre de Goiás.
Em março de 2004 a cidade de Cavalcante foi palco do lançamento por parte do Presidente Lula, do programa Brasil Quilombola, que se propõe a um “conjunto de ações que visam alterar, de forma positiva, as condições de vida das comunidades remanescentes de quilombo”, que por surpreendente que seja são 743 comunidades oficialmente registradas (2004). Dado um ano do lançamento do programa, a presença do governo é bastante ostensiva na região, mas os resultados ainda não se fazem sentir, afinal são aproximadamente 200 anos de reclusão e isolamento, e poucas décadas de se desejar, se fazer e ser brasileiro com todos os direitos a cidadania como todo e qualquer outro cidadão. A esperança é de que com a inclusão social e a aquisição de direitos básicos, não sejamos negros ou afro-descendentes e sim integralmente brasileiros. Por enquanto, permanecemos quilombolas.