Bem Vindo

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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Do Afuá 5–Até Aqui nos Preservou o Senhor

Posso dizer que o Senhor tem nos preservado, tamanhas as lutas e dificuldades temos passado neste processo de adaptação a Afuá. O que nos deixa antever grandes vitórias. E, você, participando delas.

clip_image002Sophia Hanna tem sido vitima de agressões na escola. Vez por outra. Peço por ela e por essas crianças. È claro que elas são reflexo da experiência vivida em casa.

Sarah tem sido de preciosa ajuda noclip_image004 projeto doce lar. Contudo não reage bem a visita de nossos amigos da selva. Falo das aranhas, escorpiões, morcegos e cobras, como o filhote que visitou nosso banheiro hoje.

clip_image006Simone já foi vitima de alguns acidentes, que fragilizou seus pés, quedas e torções. Nem bem se recupera de um acidente, já acha outro. Agora mesmo, está caminhando com dificuldade e usando medicamentos. Ainda assim mantém seu tradicional sorriso, enquanto trabalha.

clip_image008No inicio de maio eu (Natanael), fui utilizado como para-raios. A experiência não deu muito certo. Glorifico a Deus pelo livramento. Contudo há tantas pequenas coisas ainda a serem feitas em termo de obra que nos falta tempo para as demais coisas. Temos lutado com dificuldades de eletricidade e água. Por favor orem, para que consigamos mão de obra qualificada para o que ainda temos de fazer. Eu e Simone não somos o que eu possa chamar de mão de obra qualificada, mas temos nos esmerado também com a colher de pedreiro em mãos.

Contamos com você.

Em Cristo

Natanael, Simone, Sarah e Sophia Hanna

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Porque há tão poucos missionários transculturais? (2)

Uma outra questão que leva a uma longa demora da chegada dos vocacionados aos campos, além do longo e necessário treinamento, é o fato de que a maioria das juntas e igrejas deixá-os sós por sua conta e risco para encontrar mantenedores. Quer dizer, o candidato a missionário sai das fileiras da igreja, ou seja, do banco. Sendo que em grande parte das vezes, tem que deixar seu emprego para se preparar, já que a maioria dos modelos de treinamento atuais exige internato, quando não o translado de sua cidade para outra, e depois disso, ele só conta com suas próprias forças e seu meio de relacionamento para encontrar sustento. Praticamente, o candidato a missionário se torna um mendigo com o pires na mão, pedindo oportunidade de igreja em igreja ja que os recursos de seguro desemprego e rescisão em geral são gastos em seu período de treinamento, visto que ele e seus familiares continuam comendo, vestindo, estudando, pagando aluguel, ou condomínio, luz, combustível, água, etc..., Daí, muitas das vezes as pessoas fugirem de culto de missões, pensam elas: “Lá vem outro mendigo, [quer dizer, missionário] pedir dinheiro”. Quando ele [missionário], comove, emociona, os ouvintes, consegue por algum tempo uma participação momentânea, quando não, foi somente mais um missionário a falar de um povo carente da Palavra, cantar em um dialeto diferente, mostrar algo curioso.
Em geral o vocacionado Esbarra somente em um fato. Ainda que seja chamado e separado pelo Senhor que ouve a oração daqueles que se irmanam a Jesus e pedem os ceifeiros, ainda que seja treinado, ele ainda espera que seja enviado.
Mas, como será enviado? Será enviado por uma igreja que atende a emoção passageira, ou uma igreja racional, que sabe dar o fundamento de sua fé, um culto racional, e um servir racional ao Senhor. A emoção passa. A igreja racionalmente comprometida permanece com o obreiro durante os 04, 05 10 anos que este permanece no campo, a igreja emocionalmente comprometida em geral não supera o primeiro ano.
Quando o vocacionado diz ao Senhor “Estamos aqui Senhor, pode nos enviar”. Ele espera que a igreja faça a sua parte.
O Senhor chama, separa, prepara, treina nas agências, na vida, nas derrotas e nas vitórias. Os intercessores concordam com o Senhor Jesus que necessitamos de mais ceifeiros, afinal 1,22% é ridículo. E, os enviadores, enviam. Não mendigos, mas servos do SENHOR.