Bem Vindo

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quinta-feira, 19 de maio de 2011

O Teatro de Bonecos na Igreja - X

O Texto Para Teatro de Bonecos
Seria fácil reclamarmos da ausência de bons textos para teatro de bonecos, principalmente os de cunho evangélico. Mas como reclamar é uma questão simplista, proponho uma solução mais simples. Que tal escrevermos as nossas próprias histórias?
Por incrível que pareça, escrever é menos árduo do que adaptar. Alguns dirão que é necessário talento, eu direi que é necessário técnica. Por que se assim não o for, não fará sentido os diversos cursos de roteiro e redação e outros ligados a texto que pululam pela cidade.
O que torna possível um texto é a idéia. Digo que é mais difícil ter uma boa idéia, do que escrever um bom texto. Mesmo porque uma literatura não se faz tão somente de obras primas, e sim e principalmente de uma variedade de obras.
Não podemos no entanto passar nessas poucas linhas o pouco da técnica necessária a criar-se um texto de teatro de bonecos, mas podemos encontrar algumas características que podem ajudar aqueles (as) que desejarem embrenhar-se por essa rota. Mesmo porque, a necessidade obriga.
Um fator primordial quanto a texto é que, converter um texto de teatro convencional para bonecos é mais simples do que ao contrário. O que pode ser um ponto de partida. Considero pois que, tudo que é factível no teatro tradicional, é realizável também no teatro de bonecos e de animação, e com mais graça. Há textos que pela concepção da encenação e dos recursos das técnicas de manipulação não podem ser montados senão por bonequeiros.
O ponto de partida, fator determinante para a criação do texto é o objetivo. Anote sua idéia de forma compacta.  Tente colocar em poucas linhas aonde você quer chegar com sua história. Crie um argumento, ou seja, convença-se a si mesmo que é uma boa história. Tente se divertir ou aprender com ela. Escreva tudo o que vier na mente, não se preocupe com a correção da palavra, o que importa é de fato a idéia. Permita que outra pessoa avalie e corrija sua história e se necessário a censure.
Devemos ter muito cuidado e responsabilidade para escrever a criança. Isto porque a criança está ávida por conhecimento e não tem todos os aparatos necessários para a filtragem do bem e do mal. Nosso padrão moral tem que ser obrigatoriamente superior ao do século.
Não temos pois aqui nenhuma fórmula para que se escreva uma boa história. Apenas que se comece a escrever.
Que Deus te abençoe nessa empreitada que é servi-lo e servi-lo bem.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

O Teatro de Bonecos na Igreja - IX

Tipos de Bonecos
Podemos classificar bonecos tanto pelo material do qual ele foi confeccionado, quanto pela manipulação. Assim, podemos ter bonecos de mão, ainda que provenientes do Origami, a arte japonesa da dobradura de papel; bonecos de vara, ainda que sejam de isopor. Por exemplo quanto a manipulação, podemos ter bonecos de luva, vara ou fio. Mas, a manipulação pode ser também a inglesa, chinesa, bunraku ou outra técnica. 

Quanto ao material podemos ter bonecos de espuma, pano, fibra de vidro, isopor, papelão, madeira, ou um misto destes materiais, formando tanto bonecos de luva, vara ou fio. 
Tão bom quanto conhecer cada tipo de boneco, é poder trata-lo com intimidade, e simplesmente chamá-lo boneco.
O palco do teatro de bonecos é a empanada. Em geral nas igrejas as pessoas costumam chamar a casinha do boneco. Existem diversos tipos e tamanhos de empanadas. Que variam obviamente do vulto do espetáculo e ambiente que será utilizado.
Fique claro que a melhor empanada, é aquela que temos em mão: um lençol estendido na sala, uma mesa virada, uma caixa de papelão com um pequeno corte para os bonecos, enfim, qualquer coisa que possa dar um pouco de proteção ao manipulador, manter a magia viva.
Até mesmo a ausência de empanada é uma ótima empanada, desde que os manipuladores não estejam trajados de uma forma a concorrer com o boneco, ou se os manipuladores estiverem trajados de uma forma a somar com o boneco, fazendo parte do contexto da história.
Nos livros de teatro de bonecos é fácil encontrar diversos tipos de empanadas. Na figura, apresento uma desmontável, feita de metalonita, proposta para espetáculos de rua e grandes espaços. visto que se pode montar o cenário em torno  dela e nela própria.
A concepção da empanada é do artista plástico e  fotográfo Rosalvo Wesley. (http://www.aboaimagem.com/).


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Um é pouco. Dois são suficientes. Três são ...

Ganhei um sapato. Não um sapato, mas um par de sapatos. De que me serviria um sapato apenas. Mas, foi por tê-los ganho que constatei minha parte indígena, de que um é pouco, dois são suficientes, três são demais.
Foi Simone que me chamou atenção para o fato de que há muito não tenho mais do que um par de sapatos, ou de sandálias, ou de tênis. Somente um, quando tenho.
Agora tenho dois pares de sapatos. O meu velho sapato furado, que está aos poucos desfarelando. Penso que se tenho dois pares de sapatos, deve durar o dobro que esse meu andar solitário durou. Dois anos e meio usando praticamente todos os dias, faça chuva, faça sol. Por isso me recuso a jogar o velho fora. Para fazer durar o novo, lindíssimo, da loja aos meus pés. Há quanto tempo eu não tinha um sapato assim. Da loja para os meus pés. Tênis então, nem se fale.
Morar na cidade tem suas desvantagens. Uma delas é ter que passar roupa. Causa estranheza o missionário aparecer no local de culto com a roupa amassada. Imagine de sandálias ou descalço. Estar na cidade é desconfortável para um missionário de meio de mato. Tem que se vestir em demasia.
Tenho somente um terno, então nunca posso ser convidado para pregar dois dias consecutivos em um lugar que exija terno. Porque fatalmente vou repetir a roupa. Eu não me preocupo com isso, mas há quem repare e ache inconveniente. Eu acho que a pessoa ou só tem aquele, ou só gosta daquele. Seja qual for o caso, isso não influi na mensagem que Deus envia por ele.
No meu caso, estou na base do pouco. Que seria suficiente, não estivesse na cidade. Na mata umas poucas peças de roupa da para passar um montão de dias, lógico que depois de alguns dias o odor vai se assemelhar aos dos nativos, mas, não é isso que desejamos; nos contextualizar.
Vejo que é mais difícil contextualizar-se na cidade do que na mata. Custa muito na cidade esta contextualização.  E aí, um de fato é pouco, quando poderia ser suficiente. Em todo caso, três são demais.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O Teatro de Bonecos na Igreja - VIII

O Teatro na Igreja e na Escola Bíblica IV
Ainda falando sobre bonecos, é fácil perceber o quão vasto é o universo do boneco  em várias áreas, como as de psicoterapia, fonoaudiologia, educacional, medicina preventiva, entre outras. Abaixo transcrevo o depoimento da fonoaudióloga Ana Lucia Longo.
“Com os recursos da dramatização é possível realizar um trabalho específico, retratando o próprio cotidiano da criança através dos mais variados brinquedos, tipos de fantoches etc. para que se estabeleça o processo inicial da comunicação”.
O boneco como material didático, é de fácil adaptação a realidade financeira da igreja. Pode-se ter bonecos trabalhados e caros, assim como de sucata feito com embalagens de iogurte, por exemplo. Pode-se ainda levar a criança a confeccionar os seus próprios bonecos escolhendo-se o material de acordo com a especialização motora da mesma. Na escolha de material existe,  pelo menos, três aspectos de suma importância:
1.   A faixa etária que estamos trabalhando.
2.   O material em si, quanto a seu aspecto tóxico, táteis, e outros. Assim quanto o risco deste material vir a causar ferimentos, ou mesmo intoxicação em quem o manipula, assim como aos que estão em torno.
3.   O que se deseja extrair ou passar para a criança.
Na confecção dos bonecos, por seus diversos materiais, podemos levar as crianças a enriquecerem seus conhecimentos sobre: superfície; forma; esquema corporal; cor; espessura; tamanho; distância; localização; lateralidade; entre outros.
O aspecto sociabilizante dá-se naturalmente ou com a ajuda do professor/orientador como árbitro, quando a criança começa a sentir necessidade de: esperar sua vez de falar, ouvir o que os outros falam, exprimir seu desacordo com argumentos convincentes.
Usando-o como exemplificação, podemos imprimir na criança noções de certo e errado. Trabalhando todos esses aspectos, estaremos levando as crianças a fazer associações que integram as funções motoras, visuais, auditivas e, táteis.
Na próxima semana voltamos a falar diretamente sobre teatro de bonecos na igreja.