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quinta-feira, 24 de março de 2011

O Teatro de Bonecos na Igreja - V

A Alma do Boneco
Bem, meus três leitores, visto que vocês já devem ter suas próprias ideias de como desejam utilizar seus bonecos, vamos ao ponto que considero primordial para se alcançar o objetivo principal de um boneco evangélico, que é principalmente no evangelismo a transmissão da mensagem. Ou seja, que a mensagem chegue com o mínimo de ruídos ao público alvo. Quem é responsável pela transmissão da mensagem obviamente é o boneco, contudo o responsável de como essa mensagem chega ao público é o manipulador.
Existem diferentes técnicas de manipulação a serem aplicadas aos diversos tipos de bonecos. Particularmente, acredito que cada boneco pede uma determinada forma de manipulação, forma esta, que se dará de acordo com a familiaridade que o manipulador tem do boneco, do relacionamento de amizade e intimidade que existe entre ambos. Desta forma, que nos imporá a correta manipulação é o próprio boneco. Discordo daqueles que consideram que há certos movimentos básicos que devem ser respeitados. Todavia, concordo com aqueles que consideram que há certos movimentos básicos que devem ser respeitados. Sei que são posições antagônicas apresentadas no mesmo parágrafo pela mesma pessoa, mas de fácil compreensão, antagonismo que soluciono com uma palavra. Objetivo.
Digo que não só a técnica de manipulação deve ser usada de acordo com o objetivo a ser alcançado, e dentre estes objetivos pode estar o de extrair algo do boneco e/ou público, como a própria confecção deve partir dessa premissa. Objetivo.
Exemplificando objetivo, digo que não existe necessidade da adequação da voz ao personagem como regra básica, existindo sim, a necessidade da adequação da voz ao objetivo, um gigante não precisa necessariamente ter a voz poderosa, a antítese, também é aceitável, e com certeza o é engraçado. Em fazendo isso estaríamos quebrando a regra que diz que é necessário adequar a voz ao personagem, se optássemos claramente pela comédia colocando uma voz poderosa em um anão e uma voz fina em um gigante.  
Considerando que um personagem deve se expressar através de um registro de gestos essenciais, pode-se estudar para cada boneco princípios originais e o construir em consequência desse estudo, que obviamente se destina a alcançar um certo objetivo, deixando de limitar desta forma o número de movimentos possíveis, situando o boneco dramaticamente falando, dentro de  um universo próprio, que por sua vez, determinará sua fisionomia e estilo.
Desta forma, estaremos nos libertando de estar preso a este ou aquele gênero de manipulação, visto que cada personagem poderá impor para si um sistema particular e autônomo. Algo que em cena, poderia completar o espetáculo com a saudável miscelânea de gêneros, demonstrando em pratica que a metodologia de animação de certo boneco não é mais pobre nem mais rico de que qualquer outro tipo clássico. Mas, vamos continuar conversando sobre isso na próxima semana.

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